Tia da principal suspeita de matar casal de idosos em BH faz apelo para que ela se entregue: 'Aparece, dá sua cara a tapa'

Suspeita de matar casal de idosos é procurada pela polícia Nilza Maria Neto, tia de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, principal suspeita de matar o advog...

Tia da principal suspeita de matar casal de idosos em BH faz apelo para que ela se entregue: 'Aparece, dá sua cara a tapa'
Tia da principal suspeita de matar casal de idosos em BH faz apelo para que ela se entregue: 'Aparece, dá sua cara a tapa' (Foto: Reprodução)

Suspeita de matar casal de idosos é procurada pela polícia Nilza Maria Neto, tia de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, principal suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, fez um apelo para que a sobrinha se entregue à polícia. Em entrevista nesta quarta-feira (1º), ela disse acreditar que a familiar possa ter sofrido um surto e afirmou que a família está "destruída" com o caso. A mulher continua foragida e é procurada pela Polícia Civil. "Se foi você que fez essa atrocidade, você deve ter tido um surto, alguma coisa. Por amor aos seus avós e ao seu filho, aparece. Se não é você, se a dona te deu a mochila mesmo, aparece, dá sua cara a tapa", disse a tia. Segundo a polícia, Paola Stefany é a principal suspeita de matar o casal em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (29). Segundo o boletim de ocorrência, após deixar o apartamento, Paola foi para a casa da tia, em Ribeirão das Neves, com uma mochila preta. No dia seguinte, reuniu os pertences dela e do filho, disse que viajaria para o Espírito Santo e, depois, afirmou que ficaria em um hotel. Além de tentar localizar a mulher, os investigadores apuram se ela recebeu ajuda para fugir depois do crime, tratado como latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo a tia, Paola morava com a família havia mais de um ano e nunca apresentou comportamento agressivo. "Era uma pessoa boa, trabalhadora, sempre cuidou do filho. Estamos destruídos, atordoados. Quero que a Justiça seja feita, seja ela, seja quem for", afirmou. A tia contou ainda que a sobrinha enfrentou problemas de saúde mental há cerca de um ano e chegou a ser levada pelos parentes a um hospital psiquiátrico em Belo Horizonte, onde passou a tomar medicação. Segundo ela, porém, Paola não manteve o tratamento de forma regular. Nilza Maria Neto, dia da principal suspeita do crime, faz apelo para sobrinha se apresentar. TV Globo A investigação da Polícia Civil Enquanto tenta localizar a suspeita, a Polícia Civil também busca esclarecer se ela agiu sozinha. O delegado Gustavo Barletta, do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), afirmou que há indícios de que outra pessoa possa ter auxiliado na fuga. "Ao que tudo indica, existe a possibilidade de ter uma outra pessoa que possa ter ajudado, ou então buscado ela aqui no local, e também possa ter dado suporte na fuga", disse o delegado. Segundo Barletta, a principal linha de investigação é de latrocínio (roubo seguido de morte), já que celulares e outros objetos desapareceram do apartamento. O delegado afirmou que as imagens do circuito interno mostram que Paola entrou no edifício levando apenas uma bolsa e deixou o prédio horas depois usando roupas diferentes e carregando sacolas e mochilas. "Ela entra com uma bolsa (...) e sai com uma outra roupa totalmente diferente. Sai com bastante sacolas e mochilas, o que indica que naquele local ela subtraiu alguns pertences e se evadiu levando objetos das vítimas", afirmou. Polícia procura suspeita por morte em residência em Belo Horizonte O delegado também informou que Paola não possui antecedentes criminais conhecidos e que a Polícia Civil faz levantamentos para identificar familiares ou pessoas próximas que possam ter colaborado com a fuga. Caso ela não seja localizada, a corporação deverá representar pela prisão da suspeita. Relembre o caso O casal Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foi encontrado morto na tarde de terça-feira (30), dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, depois que o filho estranhou a falta de contato com os pais e foi até o imóvel. Cláudio era advogado e Maria Clotilde trabalhava como empresária. A perícia apontou que o crime provavelmente ocorreu na tarde de segunda-feira (29). Maria Clotilde sofreu cerca de sete facadas na garganta, pescoço, queixo, tórax e pelve. Cláudio Atala foi atingido por aproximadamente 17 golpes, principalmente no abdômen, pescoço e costas. Ambos apresentavam ferimentos compatíveis com tentativa de defesa. Durante os trabalhos periciais, também foi constatado o arrombamento de uma gaveta onde eram guardadas semijoias e o desaparecimento dos celulares das vítimas, circunstâncias que reforçam a linha de investigação de latrocínio. Os corpos do casal foram liberados para a família nesta quarta-feira (01) e serão velados a partir de 16h e enterrados às 17h, no Cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra. Manifestação da OAB A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) lamentou a morte do advogado Cláudio Atala e da esposa dele e manifestou solidariedade à família, amigos e colegas. A entidade informou que criou uma comissão especial para atuar como assistente de acusação no processo criminal e afirmou que acompanhará a investigação, cobrando a elucidação do crime e a responsabilização dos envolvidos. LEIA TAMBÉM Advogado e esposa são encontrados mortos em apartamento de luxo em BH Advogado foi morto com 17 facadas e esposa com 7; mulher indicada pra trabalhar na casa é principal suspeita Corpos de casal encontrado morto em apartamento de luxo em BH são liberados para a família Vídeos mais vistos no g1 Minas Gerais